Você já sabe que pressão alta, colesterol elevado e certos fatores do estilo de vida, como dieta pobre, falta de exercícios e tabagismo, são os principais fatores de risco para doenças cardíacas. Mas a ciência mostra que há outro fator que pode impactar a saúde do seu coração.

As pesquisas realizadas no Brigham and Women’s Hospital nos últimos 20 anos sugerem que a inflamação também pode contribuir para o risco de doenças cardíacas.

O que causa a inflamação?

Inflamação pode ocorrer como parte da resposta imunológica, a tentativa do nosso corpo de combater e atacar substâncias estranhas, tais como doenças infecciosas. A inflamação também pode ocorrer em resposta à acumulação de depósitos de gordura (aterosclerose) dentro das paredes das artérias, levando potencialmente à formação de coágulos sanguíneos prejudiciais.

Descobrindo a ligação

Em 1997, pesquisadores liderados pelo Dr. Paul Ridker, Diretor do Centro de Prevenção de Doenças Cardiovasculares, descobriu que homens de meia idade com níveis sanguíneos mais altos de proteína C reativa (PCR), uma medida de inflamação, estavam em maior risco de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral no futuro.

A equipe do Dr. Ridker fez esta descoberta enquanto estudava aspirina, um medicamento anti-inflamatório. Sua equipe concluiu que o benefício de estar tomando aspirina para prevenção de infarto do miocárdio era maior para pessoas que tinham níveis mais altos de inflamação do que aquelas que não tinham.

Dr. Ridker e colegas continuaram a estudar se as estatinas, drogas que reduzem o colesterol, também poderiam diminuir a inflamação. Os resultados do estudo JUPITER constataram que os participantes que tinham níveis baixos de colesterol mas níveis altos de CRP tinham um menor risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral se recebessem estatina.

Baseado nestes resultados, o Dr. Ridker e os colegas continuaram a estudar se as estatinas, medicamentos que reduzem o colesterol, também podiam reduzir a inflamação. A equipe do Ridker lançou dois ensaios clínicos adicionais para estudar a relação entre doença cardíaca e inflamação:

  • Ensaio de Redução de Inflamação Cardiovascular (CIRT) – estudando se a dose baixa de metotrexato, um imunossupressor, irá reduzir as taxas de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular entre pacientes estáveis com doença arterial coronária com diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica.
  • Canakinumab Anti-inflamatory Thrombosis Outcomes Study (CANTOS) – testando se o canakinumab, um anticorpo monoclonal que visa a inflamação, irá reduzir o risco de outro evento cardiovascular entre homens e mulheres que tiveram um ataque cardíaco anterior.

Inflamação Reduzidora Junto com o Risco de Doença Cardíaca

Embora certos medicamentos possam ajudar a diminuir o risco de doença cardíaca, é importante adotar um estilo de vida saudável também. O Dr. Ridker aponta que o exercício e a ingestão de uma dieta rica em alimentos como grãos integrais, peixe, azeite extra-virgem e nozes também podem diminuir a inflamação.

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